
Começando com uma singela maria-mole seguida por alguns chopes esporádicos. Adicione três ou quatro doses de vodka dançando de mãos dadas a mais algumas charmosas long necks engasgadas por simpáticos limõezinhos. Um ou outro whisky para alegrar a palato sendo atropelados por alguns chopes para rebater a noite…
Já sentado com aquele sorriso traquinas que insiste em não desaparecer de sua face e falando sobre a leviandade da vida boêmia, algo começa a mexer com sua capacidade multiprocessadora: ou você fala ou respira, bebe a cervejinha em paz ou coça o nariz… Triste, mas isto é um bom sinal, você ainda não é alcoólatra.
Finalmente depois da árdua campanha etílica, o clímax da vitória passa arrasando seu espírito com a temível pergunta-sensação: devê-lo-ei gorfar?
Particularmente acredito que é totalmente possível (e fácil) não chegar a este degrau e evitar o transtorno da salivação infinita. Mas, se inevitável é a situação, encare-a de peito estufado and morfing-time! Cito agora alguns possíveis cenários para a peleja:
NonStop: Suas pernas tremem como as de uma velhinha de 87 anos tentando ficar nas pontas dos pés para pegar a cola de dentadura no armário e de alguma forma sua alma não entende que sua capacidade motora está em coma. Você sai zanzando pelo local porque todos ali te amam e você ama a todos, todos são lindos e puros como anjos e você é uma ninfa de Baco. Você vira “O mala”.
DidiMocó: Oniricamente, suas palavras se transformam em hilariantes piadas, anedotas dignas do bichinho da maçã pululam de sua língua sarrista. Todos gargalham de suas maravilhosas tiradas tais como você se estrebuchando de rir de tanto caçoar do aleijado porque ele é soropositivo e caolho. Você vira o “engraçadão sem noção que perde amigos”.
PitBull: Todos que você não conheça a pelo menos 5 anos são inimigos fazendo tocaia; todo grupo separado está arquitetando uma nova forma de atacá-lo quando você baixar a guarda. Felizmente o poder flui em suas veias e em seus 200kg de puro músculo. Você tem o maior pau da balada e 5 bolas no saco. Trombadas aqui, ombradas ali, olhares cerrados pela raiva-não-contida pra lá… Ninguém pode deter a locomotiva onipotente na qual você se transformara após aquelas doses de tequila. Você é o “baixinho folgado filho de delegado”.
PitBixa: Você acabou de conseguir terminar seu primeiro Sex on the Beach quando algum bofe lhe oferece cerveja e você dá uma bicadinha nela (apesar do gosto hor-ro-rí-vel do amargo) para não parecer fraquinho. Nesse exato momento lhe dá uma vontade louca de abrir a camisa e amarrar as pontas para formar um lindo bustie. Aquela amiga nojentinha que sempre lhe quer beijar vem agarrando seu pee-pee-place, mas diante de tal ato horrendo, você desvia empinando a bunda o mais alto possível para raspar nas mãos fortes do bofe da cerveja. Você é “um cú de bêbado sem dono”.
StoneMan: Por alguma razão mística, suas vértebras se transformam em geléia, suas pálpebras estão apoiadas em seus ombros e sua habilidade em manter um contato verbal parece virar pó. Não há mais força nem para matar a aguinha do gelo em que o sabor daquele 12 anos persisti em seu copo. O mundo se apaga.
Default: Uma mistura de todos os estilos acima tendendo mais a um ou outro dependendo do macro ambiente da situação e de sua própria personalidade. Você é o “cara que ainda não bebeu o suficiente”.