
Em um daqueles domingos mais que preguiçosos à tarde, mais ou menos às 14h00, um solzinho safado vaza pela fresta da varanda acertando bem a minha cara berrando “Acorda vagabundo!”. Espreguiço-me e só respondo: “Fome”.
Vagarosamente arrasto meu corpo até a cozinha para procurar algum belisquete e só encontro uma carne de panela mutante, daquelas que fica uma camadinha de gordura em volta… Apetitosa, mas passo. “Quem quer sair para comer?” e só ouço um grunhido do meu irmão como resposta.
No carro discutimos futilidades, como aonde ele deve procurar um novo estágio, até focarmos no objetivo de nossa jornada: aonde comer. “Vamos em algum lugar light, que meu fígado morreu e meu estômago está na UTI”… Comida japa, nada mais light que um gohan (arroz) e peixe cru.
O restaurante foi reformado, não existia mais o jardim da entrada e agora uma cobertura, daquelas retráteis, deitava-se sobre a parte da frente da casa aumentando consideravelmente o espaço útil para novas mesas. O chão de cimento e as mesas novas, estas de plástico, enfeiaram o lugar que antes tinha cara de japa tradicinal. Pelo menos o salão antigo continua mais ou menos o mesmo.
Como a fome era pouca, pedimos um teppan e um combinado. O sashimi e sushi continuam muito bons: o sushi vem com aquela fatia de peixe saborosa cobrindo todo o gohan, este sempre bem feito, não vem duro e gigante como esses rodízios meia boca que existem de monte por aí.
O teppan veio com a anchova no ponto, acompanhado por legumes e macarrão grelhados. Tacamos um daicon roshi (nabo ralado), esprememos um limãozinho, uma pitada de ajinomoto e shoyu para finalmente começarmos a destruição do peixe.
No final, apesar do café de coador meio aguado, saímos satisfeitos como sempre mas com um pensamento latejante: aonde foi parar a tartaruga que ficava no jardim?
Prós
- Sashimi sempre feito com peixes excelentes e cortado “grosso” que, pela qualidade, deixa o custo benefício muito bom.
- A “garçonete”, que deve ser a esposa do seu Tanaka (este é o próprio sushiman), sempre é muito atenciosa e atende a todos muito bem.
Contras
- Ficou feinho com a reforma
- O café de coador é triste
Com quem ir
Família ou amigos, para comer bem sem frescura.
Dicas
- O cara que fica na frente não é Valet, é só um “porteiro”, já tomei um olé dele…
- As porções são de tamanho padrão e não tem rodízio, o que vale lá é a qualidade.
Curiosidade
O seu Tanaka é o sushiman oficial da casa, escolhe e corta os peixes desde que a casa foi aberta em 1996. Reparem na caricatura do cardápio… Bem, que parece ele, parece.
Preços (28/07/08) - mais ou menos R$50,00 por pessoa
Combinado uma pessoa R$44,00 (R$80,00 o de duas, não me lembro o preço dos outros)
Tempura misto: R$35,00
Teppan de anchova: R$28,00
Endereço
São Paulo, Moema, Av. Juriti n324 (Tel: 5051-2731)