Wasabi: Rodízio, teishoku e gengis khan



Conheço o restaurante a mais de 7 anos, fica em um sobrado tranquilo que não chama muita atenção. A casa é bem arrumada, sempre limpa e arejada. O Dijalma, garçom-metre há mais ou menos 5 anos, sempre está a postos para recepcionar aqueles que chegam e ouvir alguma piada “didi-mocó” do meu pai.

Apesar do festival (rodízio básico de sushi, sashimi e pratos quentes) ser o que mais sai por lá, eu costumo pedir um Teishoku ou um Gengiskan. O rodízio até que é bem servido, mas se for para comer peixe cru, existem outros lugares melhores. Ainda mais que eles não deixam repetir sashimi e tem que pagar a parte pelo shimeji.

O teishuku é um combinado de várias porções pequenas: sashimi, sushi, tempura, yakisakana, tchawan-muchi, tsukemono, gohan, missoshiru e um monte de negocinhos fritos ou cozidos cujos nomes eu não faço idéia. O “wasabi teichoku super” serve bem três pessoas ou dois gordões.

Mas o que faz eu sempre querer voltar lá, é o o Gengiskan, que é feito na própria mesa, por você mesmo. Ele consiste em um churrasquinho na manteiga de carne e legumes: carne fatiada bem fininha, acelga pré-cozida e broto de feijão.

O molho é o que se destaca –meio forte para paladares fracos- por ser azedinho e potencialmente ardido após turbinado com pimenta picada misturada em nabo ralado.  Há também potes com alho, cebolinha e gengibre para deixar a coisa mais saborosa: você “monta” seu molho, unta a grelha com manteiga, taca as coisas para dourar e sai comendo.
Sempre irei nesse restaurante até ele fechar, ainda mais que é do lado de casa e minha família já é bem conhecida lá (às vezes eles não cobram por algo ou dão algum brinde-comida hehe).

Prós
-    Preço justo (aumentou um pouco, mas ainda há pratos baratinhos e bem servidos, para os gordões)
-    Quase nunca tem fila, é chegar, sentar e encher a pança
-    Manobrista gratuito
-    Não fecha entre o almoço-jantar, boa opção para aqueles gordões que acordam as 15h00 num sábado/domingo e querem almoçar sossegados

Contras
-    Alta rotatividade de funcionários, o atendimento deixa a desejar algumas vezes pela newbice de alguns garçons
-    O maguro não está “bonito”várias vezes (como todo restaurante de “gaijin”, eles sempre dão preferência ao salmão)

Dicas
Nunca fique no segundo andar quando pedir rodízio, o atendimento não costuma ser ágil.

Curiosidade
O restaurante era de uma amiga minha e eu não a via há tempos. Num belo dia há anos atrás, trombei com ela e disse ”E ae, o sashimi ficou bem melhor né? Criou vergonha na cara?” querendo elogiar e brincar com a entrada de um novo sushiman. Ela apenas respondeu “Ah, não sei, vendemos o restaurante há um mês”. Só consegui replicar “Hmm, bom”.

Com quem ir
Bom lugar para ir com a família ou amigos.

Preços (em 13/07/08) – na casa dos R$40,00 por cabeça
Wasabi teishoku Super: R$70,00 (até 3 pessoas ou 2 gordões – Tem um menor que serve um gordão, mas não vem várias coisas, além de menor)
Gengis Khan: R$65,00 (até 3 pessoas ou 2 gordões)
Festival: R$36,00 (mais R$3,90 para ganhar uma porção-migué de shimeji)

Endereço
São Paulo, Vila Clementino, Rua Machado Bitencourt n51 (Tel: 5084-3737)

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Sobre o autor

Apenas mais um descendente de japoneses por lado de pai e mãe (sansei - terceira geração) que adora a cidade de São Paulo e gosta de fuçar na web. Apesar de "alfanalbético", sempre está disposto a escrever alguma besteira relacionada aos nossos amigos do país do furikaki. Twitter @seijis