Yo-kota: Rodízio japonês que não agrega muito


Toda vez que chega sexta feira o cérebro começa a engasgar, a boca saliva por cerveja e o mouse fica pesado. Você, como bom integrante do proletariado brasileiro, diz para todos que isso é coisa de vagabundo e com você a coisa é diferente… Mentir é feio rapaz! Bem, nem tudo na sexta tem que ser difícil, então bóra “comer um japa” (expressão horrível, não?).

Fomos ao Yo-Kota, restaurante relativamente novo aqui do lado, na Faria Lima, para ver se nossas opções nipônicas para o almoço estavam aumentando não só em número. O lugar é normal e, como estava bem cheio (logo após nos sentarmos, uma fila de espera se formou) dava a impressão de apertado. Ficamos no térreo em mesas comuns; no segundo andar existem tatamis e mesas-com-buraco que ambientam um japa mais legal.

Segundo andar do restaurante japonês Yo-kota

Os temakis vieram com algas crocantes; o de atum veio com um peixe horrível massarocado e o de salmão agradou um e não muito a outro. O shimeji veio pelando na travezza com algumas cebolinhas, estava bom sem exageros no shoyu ou manteiga. O querido yakissoba veio com tempero equilibrado mas o macarrão molenga com carnes meio duras de mais acabaram por desandar o bicho. O yakisakana de anchova estava bonzinho apesar de minúsculo e de ninguém saber o que é daiconroshi (como sempre yakisakana com nabo ralado, limão espremido e shoyu).

Os sushis e sashimis estavam meia boca, não sou exigente para os peixes de rodízio, mas o de salmão estava especialmente-duro… Mas o atum estava acima da média, parecia outro peixe do utilizado no temaki inicial. Era atum magro, bem avermelhado e quebrava suavemente nos dentes (quase tão bom quanto ao do Shaya, atum campeão de rodízio-de-gaijin para mim até agora) mas foi cortado meio fino de mais e o arroz no niguirisushi estava socado. Pelo menos deu para sair satisfeito em questão de quantidade e a sobremesa de creme de papaya estava como eu gosto: muito sorvete, pouco mamão.

Prós
- O atendimento é esforçado e os pratos chegam rápido.
- Pode repetir tudo, menos o shimeji.

Contras
- Pra variar ninguém lá sabia o que era “daiconroshi” (nabo ralado) e me deram os “nabos de enfeite” para comer com o yakisakana (grelhado, no caso de anchova).

Com quem ir
Amigos para almoçar.

Dicas
- Não tenho nenhuma, primeira e provavelmente última vez que vou. Ah, não peça temaki de atum…

Curiosidade
O Yo-Kota abriu no mesmo local em que funcionava o Fujiyama, um outro restaurante japonês focado em rodízio que era um pouquinho melhor.

Preços (05/12/08) – na casa dos R$45,00 (rodízio almoço)
- Rodízio: R$ 34,00 (por pessoa, pode repetir tudo menos o shimeji)

Endereço
São Paulo, Jardim Paulistano, Av. Brigadeiro Faria Lima n2.744 (Telefone: 3032-8089)

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Sobre o autor

Apenas mais um descendente de japoneses por lado de pai e mãe (sansei - terceira geração) que adora a cidade de São Paulo e gosta de fuçar na web. Apesar de "alfanalbético", sempre está disposto a escrever alguma besteira relacionada aos nossos amigos do país do furikaki. Twitter @seijis