Shin Zushi – Sushi de qualidade com cara nipônica

Shin Zushi – Sushi de qualidade com cara nipônica


Já fazia mais de 1 anos que eu não ia ao Shin e, aproveitando que um amigo meu queria apreciar um “japa japoronga”, resolvi marcar uma comilança lá. No final das contas acabei indo só com minha kerida; meu amigo ficou preso no transito infernal de Sampa e acabou desistindo.

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Ao entrar no restaurante já fomos recepcionados pelo coro dos sushimans que soltaram o clássico “irashai massê”(bem vindo). O salão clean com mesas e balcão de madeira, a TV sintonizada na NHK (canal do Japão) e a conversa em japonês regada por sake dos outros clientes montava aquele ambiente nipônico tradicional.

Meu intuito era comer algo mais sussas, mas no final acabamos pegando o que há de melhor no lugar. Para esquentar, pedi uma porção de kaki-furai (ostra empanada) que não estava lá essas coisas, acho que fritaram de mais e acabou ficando meio seca. Mas antes de conseguir reclamar, chegou o sashimi: atum, lula, garoupa, buri e aquele-que-parece-sardinha-que-eu-não-gosto.

Sashimi cortado pra gente grande, fatias grossas sem defeitos. O magurô (atum) não era magro ou daqueles fibrosos servidos em 99% dos rodízios: era daqueles que derretia na boca. Os outros também estava muito bons, mas me apaixonei pelo magurô.

O sushi chegou na sequencia, com o gohan (arroz) perfeitinho, muito diferente da maçaroca que acostumamos a engolir poraí. Pedi um sushi de torô (parte gorda da barriga do atum) que veio perfeito da aparência suculenta ao sabor que derretia na boca; acho que foi o melhor torô que já comi (melhor que o que eu provei no Aizome, por exemplo).

Minha kerida pediu um temaki de atum que estava bem gostoso. Os temakis de lá são diferentes do padrão sorvetinho: o peixe não vem cortado em pedacinhos, mas sim em uma fatia grande envolta por arroz e nori como um “bom bom”. Bem, quando fazíamos em casa uma “temakada”, meu pai costumava cortar o peixe em fatias grossas e compridas, mas isso só era possível porque o peixe era bom.

Ah, tomamos também um missoshiro de peixe temperado com shitimi, dando aquele ar de missoshiro de batchan. Infelizmente eles não servem café, mas o bantchá, que é cortesia, já ajudou a fechar a refeição de forma mais que satisfatória.

Prós:
- Peixes de primeira frescos e bem cortados; garantia de sashimi/sushi impecáveis
- Arroz do sushi é no ponto: não maçarocado, não seco, não muito/pouco temperado… Sem essa de “sushi de buffet de rodízio de carne”.

Contras:
- Cardápio seco sem explicação dos pratos. Se você não entende japonês ou não conhece muito a culinária da terra do sol, vai ter que chorar ajuda para as garçonetes
- A entrada tem uma escadaria considerável mas não tem acesso a cadeirantes.
- Caro… Ser pobre é fogo.

Dica:
Se você quer gastar menos, vá na hora do almoço que eles servem os teishokus e executivos mais em conta. Antes eles serviam uns teishokus na janta, mas agora devem ter decidido ganhar mais dinheiro…

Preço: na casa de R$ 150,00 por cabeça (comendo muito bem, saindo quase rolando)
Sushi: R$ 58,00 (7 unidades)
Sashimi: R$ 90,00 (14 unidades)
Kaki furai: R$ 28,00
Temaki Atum: R$ 20,00
Sushi Toro: R$ 25,00 ou R$ 30,00 (1 unidade – o cardápio não tem preço, acho que eles cobram de acordo com a qualidade do toro)
Sake Azuma Kirin Gold: R$ 25,00 (dose – a garrafa tava acabando e a garçonete tuxou acoisa, daora)
Shochu Kaido: R$ 25,00 (dose)
OBS: Fora as comidas, o resto é preço estimado que eu não lembro direito.

Endereço
São Paulo, Paraíso, Rua Afonso Freitas n169 – Telefone: 11 3889-8700

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Sobre o autor

Apenas mais um descendente de japoneses por lado de pai e mãe (sansei - terceira geração) que adora a cidade de São Paulo e gosta de fuçar na web. Apesar de "alfanalbético", sempre está disposto a escrever alguma besteira relacionada aos nossos amigos do país do furikaki. Twitter @seijis