Ontem foi aniversário da minha kerida (Parabéns kerida!
) e para comemorar a convidei para jantar no Kinoshita, que eu ainda não conhecia. Fiz a reserva pelo formulário de contato do site e recebi a confirmação por e-mail logo em seguida. Até tirei umas dúvidas por e-mail que foram respondidas prontamente e ligaram depois para confirmar a reserva. Muito diferente de alguns restaurantes que colocam formulários para contato em seus sites e nunca respondem.
Reservei para 21h00 mas conseguimos chegar mais ou menos 20h30. O balcão ainda estava meio vazio e foi lá mesmo que sentamos, bem na frente do sushiman Hidaka (que foi muito simpático). Pedimos um “Omakase Take” para cada: é o menu degustação “menos caro”, que dá direito a 5 pratos e sobremesa. Os pratos são definidos no dia pelo sushiman, que já perguntou se tínhamos alguma restrição. Eu avisei que uni (ouriço) não cai bem em mim… Enquanto esperávamos, sacamos uma caipirinha de sake de frutas vermelha e uma dose de Buchanans.
O otoshi chegou bem apresentado, com lula no missô, uns peixes e um tipo de gelatina de legumes em dips. Porções pequeninas mas saborosas que ajudaram a abrir o apetite. Na sequencia veio um shot de vieira marinada com lichia e ikura (ovas de salmão), meio que um sunomono estiloso. Uma delícia bem saborosa com sabor marcante (meio gay esta frase, não?). Foi aí que resolvi tirar ums fotos, já que agora tenho um celular de gente hehe
Continuando com a comilança, serviram um tipo de cevice de vieira com molho branco de peixe e flor de sal. Mais uma coisa que não se come poraí e que estava muito boa. Adoro vieiras…
Logo depois chegou um macio magurô (atum) com foie gras. Honestamente não sou muito fã de foie gras na culinária japonesa, mas gostei do prato. Mais ou menos nessa hora o Tsuyoshi Murakami, chef e sócio do restaurante, apareceu e puxou conversa brincando com o fato de eu estar tirando fotos dos pratos. Ele realmente é uma figura. Na realidade, acho que todos os japas-cariocas que eu já vi são muito engraçados.
Depois disso eu meio que esqueci (ou fiquei com vergonha?) de tirar fotos e deixei passar uns pratos em branco, como um tipo de gyukatsu (casquinha crocante com filet migon bem mal passado… perfeito!), uma pupunha grelhada e um tipo de “jyo” de bacalhau fresco com cogumelo (muito bom, por sinal). Mas na hora do sushi eu lembrei das fotos. Vieram peças de maguro, salmão, linguado, garoupa (acho que era garoupa, não sou muito fã) e buri. O preparo estava impecável, apesar de eu preferir cortes maiores, os sushis estavam muito bons!
Cansado de tomar whisky, ou melhor, com medo de ficar bêbado, pedi um chá verde para dar um “boost digestivo”. Mesmo já satisfeito, acabei pedindo um par de sushi de torô. Eu esperava uma dupla mas o Hidaka fez três peças, que devorei rapidamente. Nada melhor que um atum gordão que derrete na boca…
A sobremesa foi um manju (bolinho adocicado de arroz, não o oniguiri!) recheado com chocolate e sorvete de café (sim, é branco mas tem gosto de café hehe). E eu esperando um anko (doce de feijão azuki) no manju… Mas o mais engraçado foi o Murakami falando “Muito bom esse manju, né? Bem macio… parece uns peitinhos!”. Realmente impagável!
Fechei a peleja com um ristretto de sempre – God bless Nespresso – que veio acompanhado com uma trufinha que minha kerida devorou…
Mais que um jantar excelente, foi uma experiência muito divertida. As dicas do Hidaka de isakayas (falei que gostava muito do bueno e do extinto A1), o bom humor do Murakami e os prestativos garçons, revelaram um atendimento excepcional.
Domo Arigatou Gozaimashita!
Prós
- Comida e atendimento excelentes, tudo muito bem feito (fora o migué que um garçom deu: ele derrubou um pouco da caipirinha na bolsa da minha kerida e fez aquela cara “ixi… ah, ela não viu”)
- Ambiente moderno mas com um ar japa. Dá vontade de ficar sentado lá a toa vendo os sushimans trabalhar. E beliscar algo, é claro.
- Gohan (arroz) do sushi: perfeito, até desmancha se você vacilar (como eu hehe)
Contras
- Caro… O melhor, que são os menus degustação, é bem carinho…
- Lugares como o Kinoshita, Aizome, Shin Zushi e etc, acabam deixando você triste sempre que o povo do trabalho quer ir para aquele “rodízio japa bom e barato”. Cadê a minha megasena???
Com quem ir
- Date, é matador rs. Ou simplesmente para comer uma comida japonesa diferenciada.
Dicas
- Sente no balcão. Para mim, foi diversão garantida!
- Existem pratos mais em conta no menu a la carte. Por exemplo, no almoço eles servem menus executivos a partir de R$49,00. Esses menus dão direito entrada, acho que uns três pratos fixos e sobremesa.
Curiosidades
O Kinoshita original, que já fechou, foi aberto há mais de 30 anos e ficava na Liberdade. O fundador do restaurante original Toshio Kinoshita que já não pilota mais as facas e hashis, tinha um emprego bem diferente antes de abrir seu negócio gastronômico: era barbeiro!
Preços (11/05/2010) – mais ou menos R$250,00 por cabeça (pegando menu degustação)
Menu degustação Take: R$ 180,00 (por pessoa – há mais duas opções de degustação, sendo a mais cara por R$290,00 a cabeça)
Dose Buchanans 12: R$ 19,00
Caipirinha de sake: R$ 17,00
Otoshi: R$ 12,00 (por pessoa)
Sushi torô: R$ 30,00 (dupla)
Nespresso: R$ 5,50
Endereço
São Paulo, Vila Nova conceição, Rua Jacques Félix n405 – Telefone: 3849-6940





TORO , BURI ??? QUE É ISSO?